Combustíveis sem aditivos sem impacto no preço

Todos os postos de abastecimento passam esta sexta-feira a vender combustíveis simples, gasóleo e gasolina sem aditivos, cumprindo a lei nº. 6/2015, aprovada por unanimidade no Parlamento e contestada pelas petrolíferas.

A Autoridade da Concorrência não prevê grandes descidas de preços porque o potencial de redução é limitado. É que a lei "não terá um efeito direto nos custos de exploração dos postos convencionais", sustenta António Ferreira Gomes, presidente da Autoridade da Concorrência, citado pelo 'Público'.

Para a Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis, esta medida pode desviar o consumo de gasolina e gasóleo dos hipermercados para os postos, que têm vindo a conquistar mercado: no ano passado tinham uma quota de 22% contra os 18% registadados em 2008.

A Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), que representa os hipermercados, por seu lado, considera que esta medida não trará grandes mudanças. A entrada em vigor da lei "não virá alterar o modo de comercialização praticado até agora nos postos de combustíveis dos supermercados e hipermercados que, na sua maioria, sempre optaram por colocar ao dispor dos clientes produtos de qualidade comprovada a preços competitivos", refere Ana Isabel Trigo de Morais, secretária-geral da associação, citada pelo 'Público'.

As quatro petrolíferas seguiram uma estratégia diferente na aplicação da lei que obriga todos os postos de combustível do território continental a disponibilizar combustíveis simples a partir de hoje. A Galp vai substituir a gama de combustíveis 'premium' - aditivados e mais caros - pelos combustíveis simples. Já a BP, a Cepsa e a Repsol vão disponibilizar exclusivamente os seus produtos 'premium', garantindo assim os compromissos de qualidade com os seus clientes, complementando a oferta com os produtos simples, em cumprimento com a legislação em vigor.

Aquando da discussão da proposta legislativa, a Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro) alertou para o facto da redução de preços não vir a ser a pretendida pelo Governo, dada a impossibilidade de as petrolíferas praticarem preços próximos dos postos das grandes superfícies, uma vez que são modelos de negócio diferentes, com níveis de serviço distintos.



fonte:: http://expresso.sapo.pt/

publicado por adm às 21:08 | comentar | favorito