Combustíveis: hipers vendem mais

As gasolineiras dos hipermercados já representam, no seu conjunto, quase um terço dos combustíveis vendidos no nosso país. A Galp ficou para trás.

Os postos de abastecimento da chamada «Distribuição Moderna» aumentaram a quota de mercado no primeiro trimestre deste ano, tanto em volume como em valor, reforçando a sua liderança. 

De acordo com um estudo da Kantar World Panel, 32,2% dos combustíveis vendidos em Portugal sai destas gasolineiras, ao passo que a Galp representa 30,1%. Mas se em vez do volume analisarmos o valor das vendas, a quota dos hipers chegou aos 31,6%, face aos 30,5% da Galp. 

Portugueses abastecem menos vezes e menos de cada vez

Os portugueses estão a alterar o seu comportamento na hora de abastecer, e não é so na preferência pelas bombas low cost: a nível global, verificou-se uma queda do mercado, com menos litros vendidos face ao trimestre anterior. «Esta redução deve-se ao facto dos consumidores abastecerem menos litros cada vez que vão às bombas de combustíveis. O volume médio por abastecimento caiu 6,5%», explica a Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) em comunicado.

«A crescente preferência dos consumidores particulares pelos combustíveis da Distribuição Moderna reflete a confiança na qualidade destes produtos», sublinha a APED.

Segundo a associação, as diferenças de preço entre as marcas brancas e as das grandes petrolíferas «são cada vez mais significativas, com preços que chegam a ser 15 cêntimos mais baratos no caso da gasolina e 14 cêntimos no gasóleo». 

«Estas diferenças têm vindo a aumentar desde 2008, e, num contexto económico particularmente adverso, estes valores adquirem uma relevância ainda maior», justifica. 

A queda no consumo prende-se muito com os preços elevados dos combustíveis. Preços para os quais contribuem decisões políticas, como a inclusão dos biocombustíveis no gasóleo, num mercado que, ao contrário por exemplo da vizinha Espanha, não é liberalizado. O biodiesel custa aos portugueses 260 milhões/ano, mas podia custar apenas 200.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 23:09 | comentar | favorito