31
Jan 11

Galp "garante qualidade" dos combustíveis ‘low cost'

Em declarações ao Económico, a petrolífera contraria as conclusões do Governo sobre a qualidade dos combustíveis ‘low cost'.

"A Galp garante a qualidade dos combustíveis que comercializa, que são alvo de um controlo de qualidade ao melhor nível da indústria à saída de todas as suas instalações e parques de armazenagem", afirmou fonte oficial da petrolífera ao Económico. Isto depois do Ministério da Economia ter divulgado um comunicado no fim-de-semana onde classifica a gasolina sem chumbo 98 de baixo custo da Galp como "altamente" prejudicial para o ambiente, tendo por base uma análise do Automóvel Club de Portugal (ACP).

A mesma fonte frisou que a ASAE, que tem as competências na área da fiscalização, também "faz a triagem e os combustíveis cumprem todos os requisitos", escusando-se contudo a fazer comentários ao comunicado do Governo porque "não sabe em que condições foi feita a recolha da amostra": "Existem regras próprias para a realização de análises - desde logo ao nível da recolha das amostras - que em caso de incumprimento podem comprometer os resultados obtidos", frisou.

A Galp passou a vender combustíveis ‘low cost' no final do ano passado, uma tentativa de contrariar a perda de quota de mercado para as marcas branca. Logo nessa altura o ACP alertou para a existência de indícios de concertação no preço da venda de combustíveis ao público e denunciou, em Setembro passado, a situação à Comissão Europeia. E ainda no dia 10 deste mês, o ACP afirmou que o combustível vendido nas estações de serviço de baixo custo da Galp era igual ao comercializado nas outras bombas de gasolina, segundo testes que realizou em laboratórios internacionais.

fonte:http://economico.sapo.pt

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Petróleo ultrapassa os 100 dólares por barril

O barril de Brent, referência para a Europa e para Portugal, ultrapassou esta segunda-feira os 100 dólares por barril, com a instabilidade política e social que se vive no Egipto a amedrontar os investidores.

É o máximo a que chega o preço do petróleo em 28 meses, com receios de que a situação actual afecte a navegação no 
canal do Suez e alastre a outros países do Médio Oriente. Caso o Suez seja bloqueado os petroleiros terão de percorrer mais 10 mil quilómetros para fazer chegar o petróleo da Médio Oriente até à Europa, o que encareceria o preço dos matérias-primas.

O Brent atingiu um máximo recorde nos 147 dólares, em Julho de 2008, pouco antes da crise económica obrigar a um recuo dos preços abaixo dos 100 dólares, pouco antes do colapso dos Lehman Brothers.

Tom Bentz, corretor do BPN Paribas, não tem dúvidas que «a negociação nos mercados está a ser feita com base no medo. Os investidores estão a comprar com receio de que a situação no Egipto alastre aos outros países do Médio Oriente».

À Reuters, Richard Ilczysyn refere que «qualquer preço acima dos 90 dólares vai deprimir a economia». O especialista em mercados da Lind-Waldock considera que as tensões vividas no Egipto podem levar a uma quebra no fornecimento de petróleo. E se a governação no Cairo mudar e passar a ser mais conservadora a Arábia Saudita e os Estados Unidos podem sofrer com isso».

fonte:_http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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Gasolina baixou dois cêntimos e gasóleo ficou um cêntimo mais barato

Os preços dos combustíveis baixaram este fim-de-semana. Quem for esta seunda-feira a um posto da Galp para abastecer, vai pagar menos dois cêntimos por litro no caso da gasolina sem chumbo de 95 octanas e menos um cêntimo no caso do gasóleo.

De acordo com informações prestadas à Agência Financeira pela petrolífera portuguesa, os preços de referência ficam agora nos 1,503 euros e 1,328 euros, respectivamente.

Mas a Galp não foi a única a reflectir a descida das cotações dos produtos refinados nos mercados internacionais ao longo da última semana. A Repsol também baixou os preços. Na petrolífera espanhola, a gasolina custa agora 1,513 euros, menos dois cêntimos que na semana passada, e o gasóleo custa 1,335 euros, menos 1,3 cêntimos.

A Cepsa não mexeu no preço do gasóleo, cujo valor de referência se mantém nos 1,339 euros por litro, mas baixou também dois cêntimos ao preço da gasolina, que está agora nos 1,499 euros.

A BP foi a única que não alterou os preços no fim-de-semana. A gasolina sem chumbo de 95 octanas continua a custar 1,529 euros e o gasóleo 1,339 euros. 

A britânica evita assim mexer nos preços duas vezes, já que o preço do gasóleo volta a subir à meia-noite (de segunda para terça-feira), devido à nova fórmula de cálculo do sobrecusto do biodiesel.

O preço do diesel vai subir dois cêntimos por litro, depois de o Governo ter acabado com a isenção fiscal para os produtores de biocombustíveis no final de 2010.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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31
Jan 11

combustíveis low-cost da Galp debaixo de fogo

Está lançada a polémica em torno dos combustíveis low-cost da Galp. O Automóvel Clube de Portugal (ACP) mandou testar estes combustíveis e uma das análises revelou valores que violam o estipulado. A petrolífera duvida e garante que os seus produtos respeitam a lei.

A polémica começou quando o ACP recolheu e mandou analisar os combustíveis de baixo custo comercializados pela Galp desde 2010 num laboratório espanhol. Os resultados não mostraram nada de extraordinário, excepto num ponto: a gasolina de 98 octanas revelava um teor de enxofre superior ao recomendado. O limite permitido na lei é de 10 miligramas por quilo (mg/kg) e a amostra do ACP revelava um teor de 14,8 miligramas. 

Galp e Ministério desconhecem como foram recolhidas as amostras

«A Galp Energia garante a qualidade dos combustíveis que comercializa, que são alvo de um controlo de qualidade ao melhor nível da indústria à saída de todas as suas instalações e parques de armazenagem», assegura a empresa em declarações à Agência Financeira.

Combustíveis low-cost vão chegar a todo o lado?

Quanto aos resultados, «a Galp Energia não comenta as análises do ACP, que desconhece, nomeadamente no que respeita às condições em que foram efectuadas. Existem regras próprias para a realização de análises - desde logo ao nível da recolha das amostras - que em caso de incumprimento podem comprometer os resultados obtidos».

Os resultados da análise que a Galp não quer comentar levaram deputados do grupo parlamentar do PS a colocar a questão ao ministro dos Assuntos Parlamentares, que a remeteu ao Ministério da Economia, há três meses.

No dia 27 de Janeiro, chega a resposta do ministro da Economia. No documento, a que a Agência Financeira teve acesso, o Ministério lembra que «o controlo de qualidade dos combustíveis líquidos é realizado ao longo do ano» e que «estas operações de rotina só são objecto de divulgação em caso de anomalia». 

Não tendo havido divulgação, está implícito que a fiscalização [a cargo das Direcções Regionais de Energia e da Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE)] não detectou qualquer anomalia. Em nenhuma altura da resposta o Ministério confirma os resultados obtidos pelo ACP ou manifesta intenção de os averiguar.

«Sou completamente a favor de combustíveis caros»

Sobre as análises levadas a cabo a pedido do ACP, o Ministério escreve que o laboratório espanhol onde as mesmas foram feitas está acreditado para a realização das mesmas, «mas não para a recolha de amostras». As amostras foram feitas e entregues ao laboratório pelo ACP mas «desconhece-se qual o procedimento de recolha e transporte das amostras». 

Violação dos parâmetros legais dá multa

Na mesma resposta, o Ministério é claro: a violação dos parâmetros legais que os combustíveis têm de respeitar é punível com coima, que pode ir dos 2 mil aos 44.500 euros para pessoas colectivas.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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30
Jan 11

Deputados do PS pedem combustível low cost em todo o país

Um grupo de deputados socialistas defende que os combustíveis de baixo preço que actualmente se vendem apenas nas bombas de gasolina ligadas aos hipermercados e num posto da Galp em Setúbal passem a estar disponíveis também em postos de combustível independentes espalhados por todo o país. Mas as gasolineiras de bandeira insistem em não o fazer.

Por isso, os deputados querem que a Autoridade da Concorrência investigue se há limitações contratuais que impedem o acesso dos pequenos distribuidores (bombas de gasolina independentes das grandes marcas) aos combustíveis não aditivados ou pouco aditivados. Num documento com várias perguntas à Autoridade da Concorrência entregue na sexta-feira e a que o PÚBLICO teve acesso, os parlamentares questionam os efeitos que tem tido no mercado de combustíveis a introdução dos combustíveis pouco aditivados (conhecidos por low cost) e pretendem saber se a entidade reguladora conhece "alguma limitação legal ou contratual para que esse tipo de combustível não seja comercializado por todo o país e em todos os postos".

O documento, promovido pelo deputado Jorge Seguro Sanches, é apoiado por outros parlamentares, entre os quais se contam três membros da direcção - Mota Andrade, Duarte Cordeiro e Jorge Strecht - e nomes como Marcos Sá, Miguel Laranjeiro, João Galamba e Ricardo Gonçalves.

"A Anarec denunciou no Parlamento que não conseguia ter acesso a estes combustíveis mais baratos, e que são cada vez mais procurados pelos consumidores", diz Jorge Seguro Sanches, para quem "há sérias dúvidas de que o mercado esteja a funcionar de modo transparente". A diferença entre os combustíveis mais baratos e os topo de gama chega a ser de mais de 20 cêntimos por litro, o que num depósito de 65 litros são pelo menos 13 euros, lembra o deputado. 

As gasolineiras apenas vendem os combustíveis aditivados e superaditivados - "os caros e muito caros, não dando aos consumidores a opção mais económica e cada vez mais procurada". A que se soma o facto de, em Portugal, "o aparelho refinador estar, todo ele, nas mãos de uma única empresa, a Petrogal, que, por seu lado, tem interesses em toda a cadeia, quer na comercialização grossista, quer na comercialização retalhista, quer ainda na distribuição".

"Se existe alguma limitação contratual para que isto aconteça, não serão cláusulas abusivas?", questiona Seguro Sanches, que acredita haver "razões para que a Autoridade da Concorrência investigue" e se perceba se há problemas de distorção do mercado. Os deputados perguntam também se a entidade reguladora pondera propor a correcção do mercado, nomeadamente "no sentido de uma maior e mais económica oferta diversificada de combustíveis e que aumente a escolha dos consumidores".

O deputado lembra que o presidente da Galp afirmou na Assembleia da República que os postos junto à fronteira estarão "condenados a fechar", e diz que se estes combustíveis mais baratos fossem vendidos na raia seria uma forma de eliminar o efeito dos altos impostos que os tornam mais caros e fazem os consumidores irem abastecer o carro a Espanha.

fonte:http://economia.publico.pt/

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30
Jan 11

Gasóleo sobe dois cêntimos no dia 1 de Fevereiro

O Diesel vai sofrer um novo agravamento de dois cêntimos por litro a partir do próximo dia 1 de Fevereiro. Isto devido à nova fórmula de cálculo do preço máximo de venda dos biocombustíveis que as petrolíferas nacionais são obrigadas a incorporar no gasóleo rodoviário, por imposição da Portaria n.º 41/2011 de 19 de Janeiro.

De acordo com o definido nesta portaria, o preço máximo de venda de biocombustível, será a partir do próximo dia 1 de Fevereiro, calculado no dia 20 de cada mês, de acordo com a média das cotações do mês móvel anterior ao mês de entrega de biocombustível.

Como consequência, a partir desta data, o preço máximo de venda já será calculado de modo diferente, sendo resultado do cálculo efectuado com base na média das cotações de 20 de Dezembro de 2010 a 19 de Janeiro de 2011.

«Esta alteração legislativa trará necessariamente como consequência o aumento do preço dos biocombustíveis que, a ser repercutido integralmente no preço de venda ao público, corresponderá a um aumento de cerca de 2 cêntimos por litro», explica a Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas.

fonte:http://www.autohoje.com

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25
Jan 11

Preços do petróleo descem mais de 1% nos mercados internacionais

Os preços do petróleo continuam a desvalorizar mais de 1 por cento em Londres e Nova Iorque.

A pressionar o crude estão as declarações do ministro saudita do Petróleo, Ali al-Naimi, que anunciou na segunda-feira que a OPEP poderá vir a aumentar a sua produção.

«Alguns países da OPEP vão aumentar a sua capacidade produtiva, mantendo contudo a capacidade de reserva da OPEP em, aproximadamente, 6 milhões de barris por dia», referiu o ministro.

Neste momento, o Brent do Mar do Norte, que serve de referência ao mercado português está a descer 1,42 por cento para 95,24 dólares.

Em Nova Iorque, o crude está a recuar 1,25 por cento, com cada barril a valer 86,77 dólares.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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Petrolíferas: portugueses não estão é habituados a preços livres

Os portugueses reagem mal às variações contínuas de preço nos combustíveis, mas, para o presidente da Associação Portuguesa das Empresas Petrolíferas (APETRO), isso deve-se ao facto de não estarem habituados a preços livres.

«O mercado dos combustíveis é liberalizado e com grande volatilidade de preços», admitiu, sublinhando que «não me lembro de ter ido à padaria e pagar menos pelo pão porque os cereais baixaram nos mercados internacionais, ou de ir ao café e pagar menos porque a cotação do café caiu nos mercados internacionais. Podem dizer que os preços do pão e do café também não sobem quando as respectivas matérias-primas aumentam, isso é verdade. Mas o que eu quero mostrar com isto é que a mente dos portugueses não está habituada para lidar com variação de preços», disse António Comprido, num debate sobre energia, promovido pelo PSD.

O responsável sublinhou que, em Portugal, existe uma cultura de actualização de preços anual. «Não temos uma cultura de volatilidade de preço, por isso estranhamos», conclui.

«Como desde 2008 a tendência foi de subida, é claro que as pessoas associam isto a uma coisa má qualquer que um grupo de senhores faz num quarto escuro para tramar o coitado do consumidor», criticou.

«Não conheço nenhuma actividade que seja tão escrutinada, a Autoridade da Concorrência recebe toda a informação possível e imaginária do sector», afirmou, para assegurar que não existe concertação de preços em Portugal, ao contrário do que se diz.

«Se houvesse cartelização, ou a AdC andava muito distraída ou a indústria era muito inteligente», ironizou.

Afirmando que os preços altos convêm aos produtores, e não às empresas petrolíferas nem às gasolineiras, porque penalizam o consumo e esmagam as margens, António Comprido alegou que a concorrência não se faz só pelo preço, mas também pela qualidade, serviço, fidelização, descontos e promoções.

O responsável quis desfazer os «mitos» veiculados pela comunicação social sobre os preços dos combustíveis, nomeadamente que não há razão para que os preços dos combustíveis estejam hoje ao mesmo nível do verão de 2008, quando o petróleo rondava os 150 dólares no mercado internacional.

«Apesar de o petróleo estar hoje cerca de 50 dólares mais barato, a cotação da gasolina está a menos de 6 cêntimos do verão 2008», disse. Para além disso, lembrou, «há o efeito cambial, um aumento 2,5 cêntimos no IVA, e uma subida da margem bruta de referência, que paga custos de armazenagem, distribuição, transporte, etc., porque esta actividade também tem custos fixos e inflação».

O responsável apresentou ainda dados estatísticos para contrariar outros mitos como o de que os preços sobem mais depressa do que descem, e de que a subida dos preços é exclusiva de Portugal.
fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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«Queremos ser um país só com marcas brancas e preços baixos?»

O presidente da Associação Portuguesa das Empresas Petrolíferas (Apetro) reconheceu esta terça-feira que, se a rede de postos de abastecimento de combustíveis dos supermercados está a crescer «é porque tem mérito» e que «o preço baixo é algo importante».

«Mas queremos ser um país só com marcas brancas e preços baixos? Eu não quero, e não é só nos combustíveis. Eu quero ter é capacidade de escolher», disse António Comprido, num debate sobre energia no Parlamento, promovido pelo PSD.

Também Manuel Sebastião, presidente da Autoridade da Concorrência (AdC) defende que a rede de gasolineiras deve ser olhada como um todo e que não se pode olhar apenas ao preço. «Há todo um serviço social prestado pelos postos e não se pode substituir a rede tradicional só por marcas brancas».

Os super e hipermercados já têm 167 gasolineiras em Portugal, revelam dados da Autoridade da Concorrência citados esta terça-feira pelo presidente da Apetro.

António Comprido revelou que o número de postos de abastecimento dos supermercados existentes no país cresceu até ao fim do primeiro semestre de 2010, depois de um ligeiro recuo em 2009.


Mas, mais importante do que o número de gasolineiras, os dados exibidos por António Comprido mostram que as empresas de distribuição estão a ganhar peso no mercado.

Na verdade, a quota destas gasolineiras associadas aos supermercados atingiu já, no mesmo mês de 2010, os 18%. Uma percentagem a que se somam mais 9%, uma fatia correspondente às gasolineiras independentes.

O Mercado continua a ser liderado pela Galp, com uma quota de 30 a 35% do mercado, seguida pela BP e Repsol, com quotas semelhantes, de 15 a 20%. Entre as grandes marcas, a Cepsa/Total é a mais pequena, com apenas 5 a 10% do mercado.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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25
Jan 11

Combustíveis: portugueses são dos mais ávidos por descontos

Os portugueses são dos povos da Europa com maior apetência para descontos no que toca a combustíveis, admitiu esta terça-feira o presidente da Autoridade da Concorrência (AdC). Por isso mesmo, o regulador admite que poderia ser mais correcto reportar a Bruxelas não só os preços de referência em Portugal, mas um preço que incorporasse os descontos a que os portugueses tanto recorrem.

Manuel Sebastião, que falava à margem de um debate sobre energia promovido pelo PSD no Parlamento, negou que Portugal tenha os combustíveis mais caros da Europa antes da aplicação de impostos.

«Isso não é verdade, nunca estivemos em primeiro lugar. Portugal costuma andar entre a 3ª e a 7ª ou 8ª posição noranking europeu», explicitou, acrescentando que a elevada posição na lista dos mais caros se deve «também a uma questão estrutural, que mudaria com uma alteração no método de reporte a Bruxelas».

É que, explica o presidente da AdC, os preços que são reportados a Bruxelas são os preços recomendados, e, defende Manuel Sebastião, é possível mudar isso, reportando valores que já tenham em conta os descontos praticados na maioria das bombas. «Alguns dos outros países europeus já o fazem, outros não», disse.

«Mas no caso de Portugal faz particular sentido porque somos dos países onde os descontos são mais amplamente divulgados. Em geral, os portugueses são dos que mais recorrem aos descontos», afirmou, sem precisar com dados numéricos.

Para além deste tópico, o presidente da AdC explica ainda que o facto de Portugal ser um país periférico, dos mais distantes em relação ao centro de preços, implica que o adicional sobre o preço também seja maior.

Além da apetência pelos descontos, os portugueses têm revelado também um apetite crescente pelos combustíveis das bombas dos super e hipermercados, chamados de marca branca, que têm já uma quota de 18% do mercado. «Tendo em conta a situação económica, tudo indica que haverá tendência para os portugueses continuarem a privilegiar a componente do preço», admite.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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