Gasóleo com água avaria 27 automóveis

Pelo menos 27 automobilistas viram os seus carros afectados por problemas derivados do abastecimento de gasóleo numa estação de serviço em Barcelos.  Ao fim de dois meses de queixas e protestos, tanto a British Petroleum (BP) Portugal como a Rodáreas, a empresa concessionária do posto de abastecimento na A11, em Barcelos, confirmam a existência de um problema nos tanques de combustível mas remetem o pagamento dos prejuízos para a companhia de seguros a quem deram conta da situação. Mas a verdade é que até agora nenhum dos quase 30 prejudicados foi indemnizado.

Os automobilistas que encheram o depósito do automóvel quer com gasóleo nos últimos dias do mês de Outubro e início de Novembro, queixam-se de "graves danos no motor.
"Enchi o depósito com 50 euros de gasóleo e parei passado dois quilómetros. O carro (BMW) desligou-se completamente e foi abaixo. Falei para o meu mecânico e ele ligou-me a dizer que o carro tinha água junto com o combustível", disse Paulo Abreu, um vendedor de Barcelos, que tem 1500 euros para pagar só no arranjo do carro.

"Só meti 20 euros de gasóleo e tenho uma conta para pagar de 4600 euros do arranjo do carro (um Audi) e do aluguer de uma viatura de substituição. E já não contabilizo os telefonemas, nem as idas a Barcelos, nem as chatices que isto me tem dado", referiu António Lino Pinheiro, empresário têxtil em Guimarães.
A existência de um problema técnico na bomba foi confirmada em comunicado pela British Petroleum Portugal.

Também o concessionário do posto de combustíveis em Barcelos assume a falha. "A nossa empresa tem conhecimento da situação e, por isso, participou à seguradora. A responsabilidade da empresa será transferida para a seguradora que já contactou os automobilistas afectados", refere, em comunicado enviado ao JN
Em causa terá estado a ruptura de uma parede dupla de um dos tanques, permitindo a 'entrada' de água nos depósitos.  "A causa do problema está a ser averiguada, razão pela qual a empresa apenas pode adiantar que a mesma reside em equipamentos que foram fornecidos e que foram instalados por mais do que uma entidade, podendo assim esclarecer que essas entidades já intervieram nos equipamentos e que o problema já não subsiste", pode ler-se ainda no comunicado da Rodáreas.

"Eu não peço mais nada. Só quero que a seguradora ou a Rodáreas ou a BP me paguem os 2100 euros que gastei no arranjo do carro (Opel). Com 20 euros de gasóleo veja lá os problemas que arranjei", disse, ontem, Nuno Pereira, funcionário de uma empresa de importação e exportação no Porto.

fonte:http://jn.sapo.pt

publicado por adm às 20:43 | comentar | favorito
tags: